A Terceira Revolução Industrial utiliza muito mais a ciência e a tecnologia do
que as duas anteriores. A tecnologia, na realidade, é uma aplicação da ciência. Costumase
definir tecnologia como uma técnica avançada, resultante do conhecimento científico.
Uma técnica é qualquer instrumento que amplie o domínio da huumanidade sobre a
natureza: desde uma simples machadinha de madeira até um moderno computador.
Porém uma pergunta nos inquieta: Por que precisamos usar a tecnologia? E mais
especificamente na escola? Talvés se observarmos o nosso contexto histórico nos ajuda
a chegar a uma clara compreenção a respeito e levarmos em consideração que o novo
papel do ensino e da escolaridade da mão-de-obra é também um elemento importante
nesse processo. Até a Primeira Revolução Industrial, a força de trabalho de uma
sociedade não precisava de nenhuma escolaridade. As pessoas aprediam as profissões
somente observando os mais velhos e experientes.
A partir da segunda metade do século XVIII, surge a necessidade de um mínimo
de escolaridade. As pessoas vão saindo do campo e se concentrando nas cidades e
tornando-se necessário falar e escrever um idioma comum, ou seja, a língua oficial da
pátria, isto é, do Estado-nação, pouco a pouco a educação primária passaria a ser
obrigatória, inicialmente nos países desenvolvidos e depois, já no século XX, no resto
do mundo. Com a segunda Revolução Industrial, a necessidade de escolarização para a
força de trabalho aumenta e torna-se importante neste momento saber mais que ler e
contar. Mas é com a Terceira Revolução Industrial que vai haver uma nova
transformação, agora a exigência é de um ensino superior é não apenas a
profissionalização das pessoas em cursos de nével médio e cursos técnicos.
O sistema tecnológico no qual estamos totalmente imersos hoje surge dentro
desse contexto apresentado anteriormente, e nós atualmente direto ou indiretamente
vítimas ou não, respondemos por suas consequencias. Vivemos em um mundo
sociocultural tecnológico que de certo modo afeta e modifica nossos hábitos, trabalho e
aprendizagem, além de introduzir novas necessidades e desafios relacionados á
utilização das tecnologias de informação e comunicação.
Realmente é perceptível a presença de computatores em vários lugares,
sobretudo, junto às novas possibilidades de comunicação e interação advindas com a
internet, mas será que a classe menos desfavorecida tem acesso a esse recurso em
plenitude? O menino pobre da comunidade será que possui condições para comprar um
computador? Será que possui dinheiro para acessar pontos coletivos de internet
conhecidos como LAN HOUSES? Enfim, são muitas questões, reflexões e incertezas,
em contraponto a tudo isso só há uma certeza: as escolas com seus laboratórios de
informatica na mais plena utilização e funcionamento para ensinar a informar e não
desinormar o uso desse bem tão prático e útil no ensino aprendizagem, claro que na
capacidade de dizer para que usá-la e para que não usá-la, e ainda sendo capaz de dizer
como deve ser a tecnologia a ser usada.
Vivemos na era da globalização da economia e das comunicações, mas também
numa época de acirramento das contradições inter e intra povos e nações, época do
ressurgimento do racismo e de certo triunfo do individualismo. É dentro desse cenário
que nós professores e a escola precisa atuar, um contexto que impõe novos desafios para
nós, educadores quando nos coloca em frente do seguinte dilema: que tipo de educação
necessitam homens e mulheres dos próximos vonte anos para viver neste mundo tão
diverso?
A escola não deve apenas tranmitir conhecimentos, mas também preocupar-se
com a formação global dos alunos, numa compreenção de que o conhecer e o intervir no
real se encontrem e a inclusão digital faz parte disso também. Educar, transformar,
incluir são processos que normalmente só apresentam resultados a longo prazo.
A parede digital que separa as pessoas que sabem e entendem o que é um
computador e o utilisa, daqueles que não fazem a mínima idéia do que seja, tal barreira
já esta sendo quebrada com iniciativa de cursos como o PROINFO que ensina
professores e funcionários a aprenderem para si e repassar para os demais, e o melhor de
tudo é que nos faz refletir e discutir alternativaspara a inserção das TIC na prática
pedagógica sobretudo, iniciativa que só contribui para a integração desses novos meios
entrarem em contato com quem os desconhecem, uma vez que a aprendizagem digital e
sua assimilação futuramente venha contribuir para a vida profissional do educando.
Portanto, o mais importante hoje em dia não é mais uma formação apenas
técnica, e sim, uma formação ampla, um conhecimento geral sobre o mundo, uma
capacidade de aprender e de inventar outras coisas. Mais importante que saber
informações é aprender a aprender, saber pesquisar ou encontrar as imformações. Como
se vê a largada para o mundo da informática foi dada, o caminho atual a ser
desenvolvido é o enfrentamento do desafio da inclusão digital e social que certamente
será superada com uma mudança e maior valorização do ensino.
Cursista: Leonardo Macena
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